quinta-feira, 5 de abril de 2012

Como Não engordar na Páscoa
Páscoa chegando, muita calma nessa hora. Você pode aproveitar a data em paz com a balança. Basta ter algumas dicas em mente e segui-las à risca (ou quase) para aproveitar os ovos de chocolate e o almoço de domingo sem peso na consciência. As dicas são da fisioterapeuta dermato-funcional Marcelle Cunha, da Clínica Arthys (RJ), e da nutricionista do Spa Levitate.
1- Na hora de comprar os ovos de Páscoa, opte sempre pelos tamanhos menores. Não se deixe seduzir pelas embalagens enormes e coloridas.
2- Nunca coma um ovo ou uma caixa de bombons em um único dia. Coma pequenas quantidades. Na geladeira, o chocolate não estraga e você pode levar dias para acabar com o estoque.
3- Cuidado com as versões diet e light, que muitas vezes engordam tanto quanto os chocolates tradicionais. Compare a quantidade de gordura total e saturada presente neles – nunca compre as versões com mais de 3g de gordura em 100g ou 1,5g de gordura em 100ml de gorduras totais e nem mais do que 1,5g de gordura saturada em 100g ou 0,75g em 100ml.
4- Ganhou mais ovos do que gostaria ou deveria comer? Pratique a solidariedade, divida! Por que não aproveitar para agradar os amigos, o vizinho, o porteiro e por aí vai? Se não quiser dividir, faça o seguinte: fracione o consumo e tente consumir entre 30 a 40 gramas por dia (equivalente a 3 ou 4 quadradinhos da barra comum), no máximo.
5- Não monte um estoque de chocolate para você ou para as visitas na bomboniére. O fácil acesso é sempre uma tentação.
6- Evite os chocolates do tipo branco (são feitos de manteiga de cacau, com maior quantidade de gordura), ao leite, trufados, com mousse e marshmallow, pois estes ingredientes irão aumentar o teor de gorduras e calorias.
7- Prefira as versões amargas, meio amargas ou o que tenha a maior quantidade de cacau, pois eles terão mais antioxidantes flavonóides, epicatequinas e ácido galático que reduzem o risco das doenças cardiovasculares.
8- Saboreie o seu chocolate, não mastigue rápido e engula. Deixe-o derreter na boca, comendo devagar. Quanto mais devagar o fizer, maior será a ativação dos receptores que estimulam a saciedade e menor será a necessidade de comer grandes quantidades.
9- Evite consumir chocolate logo após o almoço, jantar ou antes de dormir. Eles são potencialmente mais “engordativos” nesses horários. Use como substituto do lanche.
10- Sempre que possível escolha os “falsos chocolates”. A alfarroba, por exemplo, é uma vagem comestível, semelhante ao feijão, de cor marrom escuro e sabor adocicado, que tem cor e sabor de chocolate. Os “chocolates” feitos dela são isentos de lactose, glúten e açúcar e ricos em minerais e vitaminas, como cálcio, potássio, zinco, fósforo, vitamina B6, E e B12.
Dica extra: no almoço de Páscoa, comece a refeição com a famosa salada para ajudar a controlar a fome. Depois, prepare seu prato com uma pequena quantidade de cada alimento que gosta, mas evite repetir! E lembre-se de comer com bastante calma,k mastigando bem os alimentos.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Lei Maria da Penha e compreensões do judiciário sobre violência doméstica contra as mulheres.

vanda-regina-albuquerque2
Vanda Regina Albuquerque


Quando dados apontam que 4 em cada 10 mulheres já sofreram violência doméstica, patologizar o agressor é uma saída preventiva?

Há quase um mês estou em Brasília e tenho participado de espaços onde se debate a questão da violência contra a mulher e a Lei Maria da Penha. Daqui, além da indignação com os altos índices de violência contra a mulher – o Correio Brasiliense divulgou no dia 29 de março que são registrados 33 casos de agressão por dia em Brasília e, na publicação do dia anterior, informou que a cada dia, duas mulheres são estupradas diariamente -, levarei para minha cidade Natal a preocupação de que uma onda de patologização de agressores em caso de violência doméstica tem adentrado no judiciário da Capital Brasileira, com falas semelhantes também de parlamentares.

Assisti incomodada a uma palestra onde uma promotora exibiu o empenho de seu trabalho em buscar brechas na legislação para "Suspensão Condicional do Processo" em casos da Lei Maria da Penha, mesmo o Supremo tendo julgado a impossibilidade de retirada da queixa pela vítima como crucial para os casos de violência doméstica contra mulher. Para a jovem promotora, o agressor está envolto por problemas de ordem emocionais/psíquicas, violência doméstica é diferente de outros crimes mais graves como latrocínio e sequestro... E por isso, na promotoria que a promotora atua, foi implementado um trabalho de acompanhamento psicológico ao agressor, que por informação dela a baixa evasão se dá porque esse acompanhamento é feito por intimação.... Ela retoma a fala de um ator que fez papel de agressor em novela " A agressão é pedido de socorro". A mesma também proferiu toda uma ponderação em decretar prisão preventiva e os argumentos variaram em: As mulheres não querem que seus companheiros sejam presos, elas precisam desses homens para alimentar os filhos...

A essa altura, o tamanho da minha angustia já ultrapassa o percurso da São Silvestre, sendo diminuída quando o palestrante seguinte o juiz Dr. Bem-Hur Viza, do Juizado de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher do Núcleo Bandeirante – TJDF, iniciou sua fala contando uma cena de sua filhinha de 3 anos, que passando das 22h da noite, ela o aguardava ansiosa para dar-lhe uma braço e pedir para coloca-la para dormir. Dessa forma, reconhecendo a dificuldade de um juiz julgar o afastamento de um pai do lar, sabendo dos possíveis traumas do rompimento de um lanço parenteral tão importante para formação de um ser.

Mas de acordo com o magistrado, seu julgamento é racional e se baseia na confiança em que deposita no trabalho dos policiais civis e militares, onde sabem proceder com o registro das queixas das mulheres. Para ele, ameaça é tão grave quanto o homicídio, porque nada garante que o autor, linguagem jurídica para falar do acusado, não vá cometer as vias de fato. E o homicídio já não há mais o que ser evitado. Por isso sua radicalidade em conceder medidas protetivas e também e pedir prisão preventiva para todos os casos de descumprimento da medida, porque o mesmo entende que é desordem! E relata: os agressores invadem as casas das vítimas, destelham para poder entrar e voltar a agredir e muitas vezes, mata-las. E lança a pergunta: Se eu, que sou pago pelo Estado, para preservar a vida dessas mulheres deixo de conceder uma medida protetiva ou prisão preventiva e essa mulher chegar a morte, o Estado não é responsável?

Dr. Bem-Hur vai relatando da dificuldade que encontra com servidores, promotores, defensores e colegas juízes que comungam da visão comum como a mulher que continua/volta para o agressor porque gosta de apanhar, também lembra da dificuldade que as mulheres encontram quando seus casos vão para vara da família, dado a alta demanda dessa vara e a consequente demora para audiência. Para ele, as decisões nos casos da Lei Maria da Penha tem de ser criminal e rápida, com determinações judiciais para guarda das crianças, pensão alimentos. Pelo simples fato de que a mulher em situação de violência não está em condições de negociar, por se tratar de uma relação desigual, se não, ela não estaria apanhando...

E ele continua a relatar outra dificuldade séria encontrada: falta defensores em número suficiente, onde acaba recebendo em audiência o ofensor acompanhado por um defensor público e a ofendida sem representação de advogados, dado que é inconstitucional um acusado não ter defesa, e como não há um número suficiente de defensores a prioridade é para o acusado. Mas que buscando solucionar esse problema, o juizado onde atua buscou parceria com a OAB e Cursos de Direitos para tentar suprir a falta de defesa para as vítimas.

Nesse momento, sinto alegria de perceber que há vozes sensatas no judiciário tentando contornar as barreiras sociais, por compreender que a questão da violência contra a mulher é tão grave quanto qualquer outro crime, mas é específica porque ela se ancora em bases culturais difíceis de ser ultrapassadas e solucionadas pela simples vontade das vítimas. E por isso, tem de ser tratada pelo judiciário com singularidades e deve envolver um trabalho multidisciplinar – judicial, policial, de saúde pública, de assistência social e de mudança cultural.

O receio de um juiz de determinar o afastamento físico de um pai agressor do convívio de seus filhos, deve ser suspenso e apoiado pela sociedade, quando ouvimos costumeiramente os relatos de que agressores não poupam a presença de seus filhos pequenos e chegam a bater nas mães, mesmo com bebês no colo, o que se distancia em larga medida de um pai amoroso, que ainda cansado de um puxado dia de trabalho, disponibiliza-se a conversar, abraçar e colocar sua filha de 3 anos para dormir.

Considerações

Não se trata de polarizar os dois perfis acima relatados, mas eles servem para a gente perceber como diferentes compreensões de agentes jurídicos e outros agentes públicos corroboram para o sucateamento da implantação da Lei Maria da Penha no Brasil e, consequentemente, para não diminuição da desigualdade de gênero e mudança de comportamento da cultura machista, responsável pela constante violação dos direitos das mulheres. Uma vez que já conhecemos as dificuldades políticas em efetivar as redes de assistência em número e qualidade no Brasil, onde a não assinatura do pacto pelo fim da violência contra a mulher de alguns estados e a não previsão orçamentária estadual para as políticas públicas para as mulheres materializam sua negação de contrapartida ao enfrentamento a violência contra as mulheres; Em todos estados brasileiros faltam Delegacias de Atendimento Especializado a Mulher (DEAM), Centro de Referência da Mulher, Casa Abrigo, dificuldade de diagnóstico da mulher em situação de violência na saúde, entre outros.

Nesse sentido, o debate no campo jurídico apenas acentua o quão dificultoso tem sido as tentativas de transformação cultural no Brasil, e que o caminho ao fim da naturalização da violência contra mulher continua longo e necessitando de apoio, reivindicação e controle social.

Vanda Regina Albuquerque é jornalista, socióloga e ativista do Coletivo Leila Diniz (Natal/RN) e da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB).

terça-feira, 3 de abril de 2012

Sem dinheiro e sem moeda
Hoje quero prosear sobre a neura de não ter dinheiro. Eu mesma não sabia que teria como ficar assim tão mal, só de pensar que não tem nem centavos. Mesmo quando estive nas ruas da cidade de Osasco, na catança, eu me senti assim, porque afinal todos os dias, logo a tardezinha algum dinheiro vinha pranossas mãos ( minhas e do marido). Ai, me deparei que essa semana fiquei sem um centavo. Sabem o que é olhar tudo,bolsa,carteira porta moedas, tudo e não ver nada? Como pode? Eu me mato de tanto trabalhar e de re pente eis que me vejo nessa situação. É até estranho falar pra amigos,conhecidos, parentes, que não tenho um centavo. Alguém acreditaria? Isso me  deixou ainda mais tensa. Fiquei sem saber o que fazer. Começou uma coceira na cabeça, nuca, depois os braços, só sei que terminou nos pés e quase que arranco os dedos dos pés de tanto que coçava. Como isso é possível? Como posso não ter centavos? mesmo que seja  1, 10, 25,50. Como? Nada!  
Bom, eu tinha , na soma,pra essa semana , na realidade, pra dizer exatamente $550,00 pra receber e estava feliz, pois poderia adiantar umas contas em atraso e ainda correr ao supermercado e comprar ao menos itens que faltam na despensa. Tudo certo e eis que chegando o dia ( segunda feira  dia 02) não recebi de ninguém. Um mandou eu dar meus pulos porque não tem dinheiro por lá. Outro sumiu  e o prometido acabou virando desprometido, descomprometimento, desistência,sei lá. Ia comprar uma peça que estou vendendo.Garantiu buscar e sumiu no mapa, do bairro, da cidade  e o outro, não teve pagamento e portanto, não tem como pagar.
E eu, fiquei assim, exatamente assim,com cara de árvore. A vontade era de gritar, chorar, desistir de tudo, pegar uma sacola com uma garrafa de água,documentos e sair sem rumo.  Não deu. Já bastava o estresse todo do marido. 
Tinha que dividir isso com vocês, tinha que contar, porque  eu nunca tinha passado por isso. Nada! Nada na carteira  e em lugar algum. 
Hoje, terça feira, logo pela manhã, uma amiga trouxe um chester, outra amiga me deu doces, chocolates e $20,00 que consegui pagar o cara que guarda uns pertences meus,sendo que devo $100,00 kkkkkk difícil!  O cara que não tem pagamento acabou emprestando  $50,00 e me repassou . Corri pro mercado. Não consigo acreditar que agora há pouco pude sentar à mesa da  cozinha e saborear pão com queijo e tomar coca cola gelada. E amanhã tem linguiça pro almoço e pão pro café da manhã. E o cesto do banheiro onde guardo papel higiênico, agora tem 08 rolos intactos.  Agora é só  rezar pra não acabar o gás.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Mulher e Política
Sejamos sinceras, mesmo quando nosso candidato(a) a um cargo político não ganha uma eleição, se quem a venceu for uma mulher, sentimo-nos orgulhosas. Não é pra menos, a participação da mulher no cenário político mundial ainda estava engatinhando até pouco tempo, apesar de ser indiscutível que a mulher “sempre” esteve no poder, Cleópatra - a eterna Rainha do Egito - não nos deixa mentir.

No Brasil, por exemplo, a história da participação efetiva da mulher na política teve início a conquista do direito ao voto, em 1932. Efetiva, pois seu nascimento foi bem antes e pode ser lido aqui.
“Essa conquista é resultado da luta contínua do movimento sufragista, que emergiu no Brasil em 1919 e culminou com a conquista do direito ao voto pelas mulheres, mas não foi suficiente para que estes contingentes humanos superassem o processo de exclusão. Até a década de 1970 esse quadro de exclusão não sofreu muitas modificações.
“A partir do final da década de 1980, a situação se modifica, em virtude do crescimento industrial, que contribuiu para um aumento significativo da participação feminina no mercado de trabalho, e, na crescente inserção das mesmas, nos cursos superiores. A isto se aliou o processo de redemocratização do País que se instaurou nesse período. Esses fatos contribuem, para ampliar a participação da mulher nas esferas de poder, encorajando-as, também, a organizarem-se politicamente, o que revela a importância dos movimentos de mulheres nesse processo.
O momento da elaboração da nova constituição brasileira foi fundamental, para que as mulheres, a partir de sua atuação conquistassem direitos legais e obtivessem legitimidade para suas reivindicações, inclusive na esfera da política institucional.”
Escreveu Mary Ferreira, Professora da Universidade Federal do Maranhão, Mestre em Políticas Públicas, doutoranda em Sociologia pela UNESP/Fclar, na Revista Espaço Acadêmico.

domingo, 1 de abril de 2012

Dificuldades das Mulheres estarem na Política
Essa matéria é de 2010, no entanto , bem interessante e por esse motivo decidi postar.
Mas por que é tão difícil para as mulheres chegar ao Parlamento? Para entender algumas das razões, conversei com algumas mulheres na política, entre elas a senadora Serys. Primeira mulher a assumir a presidência do Congresso interinamente e segunda a participar da Mesa Diretora do Senado, Serys respondeu, por e-mail, a algumas perguntas sobre os obstáculos que dificultam a participação política das brasileiras.
Nenhuma mulher até hoje ocupou a Mesa Diretora da Câmara. Por que é tão difícil para as mulheres, mesmo as eleitas, ter posições de destaque dentro do Congresso?
Existe uma questão cultural que impede muitos avanços, mas não significa que não esteja sendo combatida. A política sempre foi “coisa para homem” no Brasil. Por causa disso, nossa legislação sempre foi feita com base nesses conceitos. A dificuldade das mulheres de alcançar certos patamares na política é muito maior. Por que nenhuma mulher conseguiu chegar a ocupar a Mesa Diretora da Casa? Seria uma questão de poder? Machismo? A própria mulher ainda guarda resquícios de proibições quanto a participar da vida pública (exceto uma minoria), pois muitas ainda pensam que é um campo essencialmente masculino, por isso há tão poucas na Câmara e no Senado.

Eu, como senadora, consegui avanços em um Estado que essencialmente marcado por
homens no poder, que é o caso de Mato Grosso. Consegui me tornar a 2ª Vice-Presidente
do Senado Federal e a primeira mulher a exercer a Presidência do Senado Federal e do
Congresso Nacional. Fui relatora da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 2009 – a segunda mulher a relatar uma matéria como esta – e fui coordenadora – por duas vezes – da Bancada Parlamentar de Mato Grosso. Sou autora de muitos projetos de peso e considero que ainda há muito a conquistar e a propor.

Temos que nos posicionar perante os partidos, líderes, exigir nossos direitos. Em pleno século XXI é preciso atentar que esta não é uma questão de guerra de sexos e sim de pessoas que se estabelecem por suas competências, aptidões e compromissos políticos.
A senhora integra a Mesa do Senado e é a presidente em exercício da Casa. Como foi, para a senhora, assumir essa posição?
Serys Slhessarenko – É uma luta muito grande, uma responsabilidade muito grande. Alguém vai dizer: mas há algumas décadas não havia qualquer representação, e hoje temos duas mulheres na Mesa Diretora do Senado. É significativo, mas queremos 50%. Somos 52% da sociedade e os outros 48% são nossos filhos. Precisamos da participação da mulher mais ativa na luta político-partidária.Nós, mulheres, estamos tendo uma grande oportunidade para perceber o quanto somos poderosas e o quanto podemos mais. Muitas de nós ainda não perceberam que algumas barreiras residem e resistem no nosso inconsciente. Nunca foi fácil para nós a conquista de nosso próprio espaço profissional e, no começo dessa transição, aquela que se arriscava precisava se impor masculinizando sua figura, vestindo figurinos masculinos, batendo na mesa e falando grosso para ser respeitada. E isso valeu a elas muitas piadas por parte dos homens. Hoje, a mulher já não precisa se masculinizar para provar que é competente e tem compromisso político, pois a capacidade feminina já foi comprovada.

A senhora já se sentiu discriminada por seus pares por ser mulher?
Sofri muito preconceito na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, quando fui deputadaestadual (tive três mandatos). Para começar, quando cheguei não havia banheiro feminino na ALMT, o que já demonstrava o preconceito. Em outro caso, em uma discussão em plenário, levei um murro de um deputado, mas fui à luta. Exigi retratação, respeito e ganhei a batalha, apesar das violências verbais e até físicas. No Senado foi diferente. No início achei que havia algum preconceito, mas na medida em que meus colegas passaram a me conhecer, conhecer minha história, minha militância e o meu trabalho político, o respeito veio naturalmente.

Em sua opinião, faz diferença ter uma mulher na presidência do país?
Não resta a menor dúvida com relação a isso. Faz muita diferença. A começar por esta
entrevista. Estou sendo procurada para falar sobre isso por defender mulheres no poder,
defender a igualdade entre os sexos na política. Esta pauta, por si só, já demonstra a diferença que uma mulher faz no poder.

A eleição de Dilma Rousseff tem significado também para os homens brasileiros?
Claro. Isso vai mudar, pois a mentalidade irá mudar. Num quadro comparativo com outros 187 países sobre representatividade feminina nos Parlamentos, feito pela Inter-Parliamentary Union (IPU), o Brasil ficou em 104º lugar, atrás até do Iraque e do Afeganistão. Países como Ruanda (1º lugar), Cuba (3º lugar) e Argentina (5º lugar) refletem outra realidade. Para saber os motivos que levam a mulher a resistir em participar da vida pública é necessário que se olhe para a história. Temos um histórico de coronelismo, onde o papel das mulheres, por muito tempo, foi o de esposa, mãe, detentora e responsável pelos serviços domésticos. Aos homens, sempre coube administrar os bens e fazer política. Isso quer dizer que o papel de coadjuvante da casa sempre ficou com as mulheres e, em muitos lares, isso perpetua até hoje. As mulheres, com o tempo, inspiraram atitudes contraditórias ao homem, que oscilaram da atração à repulsão e da admiração à hostilidade. Estamos percorrendo um longo caminho para desfazer equívocos históricos, preconceitos, enfim obstáculos desfavoráveis que o contexto sócio-cultural oferecia.

sábado, 31 de março de 2012

Falando de Compostagem...
Bom e Feliz Sábado a todos.
Que Deus possa abençoar cada um ... guardar...
Hoje, vamos ficar por dentro de como  se faz uma Compostagem....
matéria linda que peguei no blog da Revista Vida  Simples de Abril...Vale muito a pena ler e agir!






Restos de frutas, verduras e outros vegetais não cozidos, se misturados com adubo, pó de café e terra, viram ótimo composto fortalecedor para o jardim de casa. A técnica se chamacompostagem e pode ser feita até mesmo em um apartamento. O resultado final é usado para adubar os vasos ou mesmo pequenas hortas de varanda.
O consultor ambiental, Eduardo Bernhardt, do Centro de Informações sobre Reciclagem e Meio Ambiente, criado pela ONG Ecomarapendi, Recicloteca, dá o exemplo: "Eu moro em apartamento e faço há alguns anos. Costumo dizer que é quase tão fácil quanto cuidar de uma planta", conta. A seguir, ele e a pesquisadora da Embrapa Agrobiologia, Adriana M. de Aquino, ensinam tudo que você precisa saber para começar a sua.
O que é compostagem
Compostagem é o processo de decomposição da matéria orgânica, voltado para a produção de terra adubada. A técnica pode ser considerada uma das soluções para a redução da quantidade de lixo nas grandes cidades, pois é barata, fácil e acessível a quase todas as pessoas. "Ela reduz o volume de lixo orgânico, que gira em torno de 50% dos resíduos que a cidade produz", explica Eduardo. Por causa disso e da crescente preocupação das pessoas com o meio ambiente, o interesse pela técnica tem aumentado dia a dia, segundo o consultor. Isso porque as pessoas têm se dado conta de que é fácil fazer a compostagem em casa, mesmo que o espaço seja pouco.
Composteira: a solução para apartamentos e casas pequenas
Composteira é um recipiente pequeno, furado em sua parte de baixo e tampado, onde se pode fazer a compostagem em locais com pouco espaço. Ela pode ter diversas formas e tamanhos. Se bem feita, não atrai insetos e não solta mau cheiro, sendo a solução ideal de reciclagem da matéria orgânica. "Os insetos, geralmente, se resumem à mosca de frutas, que desaparecem na primeira abertura da caixa. Alguns minúsculos seres caminhantes fazem parte da compostagem e não vão morder ou transmitir doenças, muito menos sairão da caixa, que é o ambiente ideal para eles", conta Eduardo.
Onde posicionar a caixa
Você deve coloca-la em um canto ventilado da casa. Ah, coloque algumas folhas de jornal em baixo da composteira. Isso evita que ela grude no chão por conta da umidade. Você também pode acrescentar uma fina camada de terra seca no fundo da composteira. "Dessa forma, ela absorve o chorume (líquido proveniente naturalmente durante o processo)", explica Adriana.
Vantagens da compostagem
A técnica, segundo os especialistas, traz inúmeras vantagens para as pessoas e para as cidades. Algumas delas:
· Redução drástica no volume de lixo orgânico, evitando mau cheiro e produção de chorume nas lixeiras das casas e apartamentos e, melhor, nos aterros sanitários;
· Enriquece a terra para o cultivo doméstico de plantas e flores;
· Redução no uso de sacos plásticos, gerando economia e facilitando o trabalho dos zeladores;
· Serve de incentivo e reforço à participação na coleta seletiva de recicláveis (plástico, papel, vidro e metal);
· Ajuda a eliminar gases que aceleram o efeito estufa;
· Produção de adubo na própria residência.
Desvantagens da compostagem
A compostagem dá algum trabalho aos iniciantes e exige atenção à separação das sobras de comida, já que nem todos os alimentos podem ter este fim. "Não basta colocar na lixeira e esquecer", diz Eduardo.
O que pode e o que não pode compostar
Pode:
· sobras de frutas, legumes, verduras e cascas de ovos;
· filtros e pó de café usados e saquinhos de chás;
· restos do jardim: galhos, palha, grama, flores e cascas de árvores;
Não pode:
· alimentos cozidos e alimentos de origem animal, como carne, peixe, gordura e queijo, pois podem atrair animais;
· plantas doentes;
· material não-orgânico, como vidro, metais, plásticos, couro, borracha e tecidos;
· produtos químicos;
· cinzas de cigarro, madeira e carvão;
· conteúdo de aspirador de pó;
· fezes de animais, papel higiênico e fraldas.
Cheiro ruim é normal?
Se a sua composteira soltar um cheiro forte, você está errando em alguma etapa: ou colocou restos de alguma carne e alimentos cozidos, ou deixou o composto muito ácido, com excesso de cascas cítricas. "É possível que a tenha deixado muito úmida ou abafada e, com isso, a decomposição aeróbia (na presença de oxigênio) se transformou em anaeróbia, que é algo totalmente diferente e produz gases malcheirosos", avisa Eduardo.
A temperatura
A temperatura é uma das principais dificuldades com composteiras: é preciso equilibrar a umidade e também não deixar o local quente. "Parece complicado, mas é um processo fácil e gostoso de vivenciar. Se ao cavar um buraco com uma colher, surgir água, está úmido demais, acrescente terra seca, mas se você não perceber nenhuma umidade convém regar um pouco", ensina Eduardo. Fazendo tudo isso certinho, sua composteira ficará pronta em, mais ou menos, 60 dias. Para acelerar o processo, você pode usar minhocas, que aumentam a oxigenação da terra.
Sai caro?
Custa pouquíssimo fazer sua própria composteira: basta comprar caixas organizadoras que variam, de acordo com o tamanho de R$ 40 a R$ 60.  Já a aquisição de minhocas varia em torno de R$ 10 para 100 minhocas, que é muita coisa.  Para a primeira montagem, você também precisará de terra adubada, mas um saco de 1 kg é suficiente e custa de R$ 5 a R$ 10.  Após a primeira compostagem, você pode usar sua própria terra adubada para montar as caixas seguintes.
Acumule seu lixo orgânico
Separe o lixo orgânico que você usará na compostagem em potes de sorvete e deixe na geladeira por até 10 dias, até juntar bastante. Então, monte sua caixa. Você não deve colocar mais orgânicos nela até o fim do processo.
Está pronta?
Se o composto da sua caixa ainda estiver quente, é porque tem seres vivos em atividade e ele precisa maturar mais. Quando a compostagem está pronta, ela fica com cor, cheiro e aspecto de terra, sem restos de comida visíveis e em temperatura amena. "É fácil identificar: quando não for possível mais ver as formas originais do lixo e o material estiver com uma cor escura, homogênea e sem odor, está pronto para o uso", conta Adriana.
Então, é só colocar a terra nos seus vasos e canteiros, por cima da terra já existente. Dessa maneira, você estará devolvendo os nutrientes às plantas. Caso sobre, ofereça à vizinhança, parente e amigos.

Composteira: o passo a passo da montagem

Gostou? Para montar a sua, veja o passo a passo abaixo, ou confira aqui o vídeo da Recicloteca
1. Compre uma caixa organizadora baixa de 25 a 30 litros;
2. Faça pequenos furos com um prego ou canivete no fundo (15 furos), na tampa (15 furos) e nas laterais (2 a 4 furos de cada lado);
3. Para uma caixa de 30 litros, acumule na geladeira dois potes de sorvete (4 litros) de orgânicos picados; use apenas restos vegetais crus. Não coloque nada de origem animal nem alimentos que tenham sido fritos, cozidos, assados ou temperados; folhas de suas plantas são bem-vindas, bem como a borra do café por cima;
4. Para montar a caixa coloque uma camada de terra seca (daquela de um vaso em que a planta já não está tão saudável), uma camada de mesmo volume de restos vegetais picados e uma camada de terra preta (também conhecida como húmus ou terra adubada, que servirá como fonte de microrganismos);
5. Faça de duas a três camadas com essa disposição;
6. Em cima, espalhe borra de café, que evitará insetos e formigas;
7. Feche a caixa e volte a abrir para revirar o composto, a cada 2 ou 3 dias; se tiver minhocas pode revirar com menos frequência;
8. Sem minhocas, em 60 dias o composto fica pronto. Com elas, pode ficar pronto em 30 dias;
9. Quando estiver pronto, retire o composto e pode começar tudo de novo, mas não se esqueça de resgatar suas minhocas antes de jogar a terra nos vasos.

terça-feira, 27 de março de 2012

Fazemos parte,




Bom dia pessoas queridas...

Hoje, quero falar bem ao pé de ouvido,em especial, com as mulheres de um modo geral. Estive no Rio de Janeiro dos dias 21 ao 25 desse mês para atender a empresa que trabalha com as tintas em spray Colorgin e tinha, na maioria, mulheres nas bancadas fazendo as oficinas. 
Pude perceber  que muito estamos avançando no lado profissional pelo fato de que estamos tendo que dar conta das despesas no dia a dia e também no final do mês. Durante os intervalos entre uma oficina e outra , nas conversas com as meninas, ouvi histórias que me serviram de lição de vida. Mulheres que fazem artesanato pra se distrair, outras que dependem disso pra sobreviver,outras que fazem pra aprender e depois repassar o aprendizado, algumas que me acompanham pela TV desde a época da Ana Maria Braga ( 1996), outras que até junto do marido , montaram oficinas,lojas,atelies. Enfim, nós mulheres estamos tomando conta de uma fatia do mercado ,descobrindo um meio de subsistência e dando conta dos gastos.
Fiquei feliz, na realidade, porque fazemos parte de uma fatia de pessoas importantes no mercado de trabalho., que é embasado na criatividade,garra e que faz acontecer através de desenvolvimento de oportunidades.
Logo na entrada da feira, achei um grupo de mulheres que são da Ecosol do Rio de Janeiro [ Economia Solidária ],que trabalham com reaproveitamento de material e que estavam fazendo sucesso por lá.
A Mulher está em todo canto da sociedade fazendo acontecer e isso não podemos deixar de lado.
Um bom dia a todos e a todas as queridas companheiras de trabalho. Vamos que vamos, porque Juntos seremos Maiores.

[ na foto, as meninas que fazem arte na Ecosol Rio de Janeiro]